- Alô?
- Alô, mano?
- Fala, mano!
- Onde você está?
- Estou em Brasília. Eu te falei que viria esta semana para um congresso científico.
- Você está assistindo ao jogo?
- Acabei de ligar a TV no quarto do Hotel. Cheguei de uma palestra agora. O jogo já está nos 15 minutos. Estamos perdendo de 1 a 0, poxa!
- Só quero saber uma coisa. Você está usando a camisa da sorte?
- Ops! Não a trouxe.
- Mano... Sério... Não acredito! Você esqueceu a camisa da sorte?
- Ela estava no cesto de roupa suja. Não deu tempo de lavar.
- (suspiro) Mano... Perdemo! Nessa altura do campeonato você esqueceu-se do compromisso com o time!
- Eu trouxe outra que comprei na promoção da loja. Da coleção do ano passado. Vou vesti-la agora.
- Já vestiu?
- Pronto. Paramentado.
- Ok, vamos ver. Estamos correndo o risco.
- Já começou a melhorar, falta para o nosso time perto da área.
- Mas a falta foi dura. O nosso 10 não se levanta do chão. Ah, não! Ele se machucou.
- Puxa vida, o melhor do time.
- Mano...
- Ainda tem a cobrança de falta.
- O 10 era o nosso batedor.
- Bateram a falta na barreira.
- Mano...
- Xiiii, o nosso lateral não marcou, deixou uma avenida.
- Mano, mano...
- Eita, gol deles.
- Tira essa camisa agora! Nunca mais a use em dias de jogos! E hoje você vai assistir o resto do jogo pelado. Pelo bem do nosso time!
Luís Fernando Gurgel e Souza, sobre histórias do cotidiano, fábulas, crônicas futebolísticas e emoções de cada um. luisfgurgel11@gmail.com
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