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RETRATOS DO BRASIL

Olá caro leitor e cara leitora do outro lado da telinha! Hoje tem Prosa Inventiva (pra) Sortá (os) Trem Acumulado.

Por: Redação Fonte: Luís Fernando Gurgel e Souza
19/09/2022 às 22h31 Atualizada em 19/09/2022 às 22h36
RETRATOS DO BRASIL

 

Por Daise Maria Prato da Silva

 

Nesta semana da pátria, divulgo o texto escrito por minha querida sogra Daise, há muito guardado na gaveta. Daise Maria Prato da Silva é gaúcha de Uruguaiana (cidade que fica bem na fronteira com a Argentina), professora aposentada de Língua Portuguesa e atuou em grande parte da carreira na Escola Municipal Major Raimundo Felicíssimo, em Amarantina, distrito de Ouro Preto. A seguir, a crônica “Retratos do Brasil”.

 

O Brasil é, antes de tudo, muitos países: o Brasil do Sul, europeizado e gauchesco; o Brasil do Nordeste, verdadeiro laboratório etnológico, onde se misturaram as três raças que compuseram o painel humano do país. Existe o Brasil Amazônico, em que convivem índios ainda próximos da cultura neolítica, ocultos pela floresta, e técnicos altamente capacitados, produzindo sofisticados equipamentos eletrônicos na Zona Franca de Manaus. Há o Brasil das Minas Gerais, de velhas cidades adormecidas no tempo, cujas ruas pedregosas ainda ecoam passos de inconfidentes e poetas; mas também cidades modernas e vibrantes. E existe, é claro, o Brasil de São Paulo, múltiplo mesmo em comparação à multiplicidade do país como um todo. São Paulo dos imigrantes italianos, dos japoneses e dos nordestinos; é quase um país dentro do país. Ao mesmo tempo, com a placidez dos santuários, existe o Brasil do Pantanal, imensidão de águas e terras habitadas pelo especialíssimo caboclo pantaneiro. Com tudo isso, afinal, quem somos nós, os brasileiros?

 

Somos, em primeiro lugar, índios: tupis, jês, aruaques, divididos em famílias cada qual com sua própria língua, espalhada por todos os brasis. Somos também portugueses e, evidentemente, somos também negros. Somos mulatos e mamelucos, cafusos ou curibocas. Somos franceses e também holandeses.

 

No Sul, somos italianos, alemães e poloneses; somos russos-brancos e suábios.

 

Somos uma grande diversidade. Aqui nascemos nas matas e praias. Para aqui viemos em grandes caravelas, também chegamos por mar em porões de navios e, ainda por mar, chegamos nós assustados, sem entender a língua, ofuscados pelo sol brilhante, encantados com a paisagem, carregando poucos pertences e muitas esperanças.

 

Somos o orgulhoso cacique e o anônimo guarani. Somos muitos. E mais do que muitos, tantos. Somos, acima de tudo e graças a Deus, brasileiros.

 

 

Luís Fernando Gurgel e Souza, sobre histórias do cotidiano, fábulas, crônicas futebolísticas e emoções de cada um.  [email protected] 

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Penso em publicar na coluna as histórias de humor sobre as aventuras do detetive Ted Rocky, as histórias da Abelha Rita Bee com suas pílulas de sabedoria filosófica. As inusitadas histórias de um torcedor de futebol. O cotidiano de um jovem casal recém-casado.
Crônicas espirituosas e espiritualizadas. Uma caixinha sortida de crônicas.
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