Com o verão em seu auge e o Carnaval acontecendo, praias e piscinas continuam sendo os principais destinos para muitos brasileiros. No entanto, o contato com cloro, água salgada, areia e exposição intensa ao sol pode vir a desencadear irritações oculares, afetando tanto adultos quanto crianças. A oftalmologista Dra. Karolyna Andrade de Carvalho, da Clínica Oftalmo Città da rede Vision One, explica os fatores que contribuem para esse problema e orienta sobre medidas preventivas para evitar complicações nos olhos.
De acordo com a Dra. Karolyna, diversos elementos encontrados em ambientes aquáticos podem prejudicar a saúde ocular. “Os principais fatores que causam irritação ocular em praias e piscinas incluem a exposição ao cloro e produtos químicos das piscinas, a água salgada do mar, o sol intenso, o vento, as partículas de areia e a poluição”, afirma.
Ela explica que o cloro pode causar ardência, vermelhidão e ressecamento dos olhos, além de agravar condições preexistentes, como olho seco e alergias oculares. Já a água do mar pode potencializar a sensação de ressecamento e desconforto, especialmente em pessoas com tendência ao olho seco. “A exposição ao sol também pode aumentar a sensibilidade e o ressecamento, além de prejudicar a saúde ocular a longo prazo”, acrescenta.
Segundo a especialista, essas condições podem ser ainda mais problemáticas para usuários de lentes de contato, pois aumentam o risco de infecções e desconforto.
Cuidados essenciais durante atividades aquáticas
Para evitar essas complicações, a oftalmologista recomenda o uso de óculos de natação, que protegem os olhos do cloro, da água salgada e de partículas irritantes. Além disso, a exposição ao sol deve ser minimizada com o uso de óculos de sol com proteção UV.
A médica também destaca que o uso de lentes de contato na água não é seguro. “A água clorada das piscinas e a água salgada do mar podem interagir com as lentes, ressecar os olhos e acumular microorganismos, aumentando o risco de infecções oculares”, alerta. Caso seja necessário utilizá-las, é fundamental descartá-las após o contato com a água e ficar atento a sinais de irritação.
Na lista de cuidados, Dra. Karolyna ainda inclui: “Manter os olhos hidratados com lágrimas artificiais ajuda a prevenir o ressecamento causado pela água, e é importante evitar esfregar os olhos se algo entrar neles”.
Ela complementa: “Também é recomendável usar protetor solar em volta dos olhos para prevenir queimaduras solares na pele ao redor e até mesmo lesões predisponentes à malignidade. Esses cuidados ajudam a proteger os olhos e evitar desconfortos ou problemas oculares”.
Sinais de alerta e necessidade de atendimento médico
A maioria das irritações oculares provocadas por ambientes aquáticos tende a ser passageira, mas alguns sinais exigem atenção médica imediata. Segundo a Dra. Karolyna, sintomas como dor intensa, secreção purulenta, inchaço significativo ao redor dos olhos, fotofobia (sensibilidade excessiva à luz) e visão embaçada necessitam de atendimento médico imediato.
“Esses sintomas podem indicar até problemas mais graves, como úlcera de córnea (infecção da córnea), que exige tratamento urgente para evitar complicações, como danos permanentes à visão. Se houver qualquer dúvida sobre a gravidade da irritação ocular, é sempre melhor buscar orientação de um oftalmologista”, alerta a especialista.
Por fim, para aliviar sintomas leves, como olhos vermelhos e ardência após um dia na praia ou na piscina, a oftalmologista recomenda o uso de lágrimas artificiais para hidratação.
Com o feriado de Carnaval se aproximando e as altas temperaturas favorecendo o lazer ao ar livre, a adoção de medidas preventivas e esses cuidados informados pela médica tornam o período de diversão mais seguro para a saúde ocular.
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